Fonte: www.tuasaude.com

Educação Contra a Obesidade

Fonte: www.tuasaude.com
Fonte: www.tuasaude.com

Há algumas semanas, a OMS divulgou um relatório sobre a mortalidade mundial por doenças não contagiosas (cardiovasculares, diabetes, etc.) destacando que a incidências dessas doenças tem aumentando e o seu principal fator causador é a obesidade, a qual começa na infância. A OMS já considera a obesidade infantil como uma epidemia mundial. No Brasil, estima-se que cerca de 15% das crianças sejam obesas e outros 15% já apresentem sobrepeso. A OMS estima que essas crianças tenham suas vidas abreviadas em 5 a 20 anos. Além disso, tornar-se-ão futuros frequentadores de hospitais e postos de saúde, com evidentes prejuízos às suas próprias vidas e trazendo prejuízos à sociedade como um todo, pois onerarão o sistema público de saúde e privarão a sociedade de parte importante de sua futura força de trabalho e de suas mentes.

Mas, por que as nossas crianças estão engordando? As respostas já são quase lugares-comuns: elas ingerem gordura, açúcar e sódio demais e se movimentam pouco. Os nossos antepassados podiam ingerir mais calorias porque tinham uma vida muito mais ativas, mas nós, “Homo sedentarius”, precisamos reduzir a ingestão desses itens e/ou aumentar nossas atividades para reequilibrar suas equações de consumo x gasto de calorias. Nada disso é novidade…

“A OMS estima que essas crianças tenham suas vidas abreviadas em 5 a 20 anos.”

Há, porém, um outro aspecto sobre esse tema: o papel da escola na aprendizagem de uma vida saudável. Primeiramente, a importância da disciplina de educação física, que deve ser mais do que recreação para os alunos, transformando-se em espaço de criação de hábitos de atividade e saúde. Em segundo lugar, a necessidade de que as outras disciplinas, de modo criativo, abordem essa temática. Porém, o que mais precisa ser enfrentado é o que ocorre nas lancherias escolares, onde se encontra, via de regra, apenas salgados fritos e lanches industrializados, acompanhados de refrigerantes e sucos artificiais.

Destaco, então, pois pontos: 1) porque há tão pouca criatividade para elaborar lanches saudáveis? Há uma ideia generalizada de que alimentos saudáveis devem também ter pouco sabor e isso precisa ser quebrado; 2) as direções das escolas precisam se preocupar com a saúde de seus alunos e fazer gestão junto às lancherias para fomentar que opções mais saudáveis sejam oferecidas às crianças, não podendo omitir-se sobre isso, pois estão tratando da saúde das nossas crianças e, ao cabo, duma questão de saúde pública. Até porque o trabalho dos professores em sala de aula será inócuo se não houver apoio do restante da estrutura escolar, pois de que adianta ensinar as crianças a evitar as gorduras se essa será a sua única opção no recreio?

“…de que adianta ensinar as crianças a evitar as gorduras se essa será a sua única opção no recreio?”

Sobre Artur Niemeyer

Eu nasci em São Leopoldo, onde resido hoje. Tenho, agora, 35 anos. Com QI de 138, formei-me técnico em Mecânica de Precisão pelo SENAI/CETEMP, licenciado em História pela Unisinos, onde agora estou cursando a graduação em Direito, e pós-graduado como Especialista em Gestão Pública pela UFRGS. Publiquei 2 capítulos de livros sobre Gestão por Processos em Segurança Pública, assunto que também apresentei em seminário internacional da área. Comecei a realizar pequenos trabalhos aos 15 anos. Aos 18 anos, passei a atuar na indústria metal-mecânica. Aos 20, passei pela minha primeira experiência de administração, ao gerir uma pequena empresa de assessoria contábil. Com quase 21 anos, ingressei na Polícia Rodoviária Federal, como policial. Trabalhei nas atividades de policiamento de rua, atendimento aos cidadãos, policiamento especializado, supervisão operacional da Região Metropolitana de Porto Alegre, licitações, fiscalização de contratos, corregedoria, projetos, acompanhamento de auditorias, planejamento e controle de operações e na segurança dos Grandes Eventos realizados no Brasil até 2014. Fui membro juvenil do Movimento Escoteiro por 10 anos e, atualmente, atuo como voluntário junto ao Grupo Escoteiro Cruzeiro do Sul. Em meados de 2015, iniciei um movimento comunitário local chamado "Projeto São Leopoldo Melhor", que atua apoiando causas e demandas da sociedade leopoldense, em prol de seu aprimoramento. Em 7 de setembro de 2015, ingressei na política, filiando-me ao PDT, por acreditar na democracia, na legalidade e na emancipação do povo pela educação e pelo trabalho. Em 15 de novembro, lancei minha pré-candidatura a vereador, defendendo uma política limpa, transparente, honrada e de conteúdo, pautada por projetos claros e viáveis. Atingi a suplência com 911 votos, apesar do pouco investimento financeiro, provando ser possível fazer política sem uso ou respaldo do poder econômico. Veja mais em: .

Verifique também

Segurança Pública e Inclusão Social Verdadeira

27,38% da população adulta de São Leopoldo não têm ensino fundamental completo e nem emprego …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *