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A Mercantilização da Política Leopoldense

Para que serve a política? Essa pergunta surge em nossas mentes a cada vez que tomamos conhecimento de mazelas dos mais variados tipos e graus e, frequentemente, respondemos a ela com total desânimo, apontando que a política só serve para o atendimento de interesses pessoais daqueles que operam nela e, geralmente, interesses financeiros. Mas, será que é essa, realmente, a finalidade da política?

O termo “política” surgiu na Grécia Antiga para se referir ao governo da “polis”, da cidade, exercido com honra por cidadãos que deveriam pôr os interesses coletivos acima dos seus interesses particulares. Posteriormente, na Era Absolutista-Mercantilista, o termo passou a ser sinônimo de utilização de estratégias pouco éticas para a obtenção de cargos e poder. A Revolução Francesa, após, retomou a sua denotação original, declarando que todo o poder emana do povo e a ele deve servir! Após as tragédias da 2ª Guerra Mundial, emergiu a mentalidade de que a política só deve servir como meio para o debate e a construção de uma sociedade mais desenvolvida em todos os seus aspectos, e especialmente quanto ao seu aspecto humano, e que qualquer locupletamento por meio dela é uma distorção de sua finalidade.

“…poder emana do povo e a ele deve servir!”

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Contudo, não é essa lógica iluminista e pós-moderna que temos visto em São Leopoldo… Temos assistido a cenas de total desrespeito às pessoas: servidores sem acesso a um diálogo com o prefeito; casas alagadas por falhas no sistema de macrodrenagem; idosos ameaçados de perderem seu Lar; postos de saúde precarizados; escolas desprovidas de recursos; segurança pública que só atinge o centro da cidade; e nenhuma política de habitação e acesso à renda…

Além disso, temos visto fortes indícios de que o pensamento Absolutista prevalece em nossa cidade: terceirizações pagas a preços de ouro, aparelhamento partidário da Administração Pública, com cargos distribuídos a amigos e outras pessoas escolhidas sem nenhum critério técnico, vereadores trocando votos e posições por cargos, obras absolutamente não prioritárias para a população, mas que beneficiam bastante certas empresas e nenhuma transparência no uso dos recursos financeiros públicos…

A política de São Leopoldo se transformou num grande balcão de negócios, onde apenas lucros e vantagens pessoais são a pauta! E o povo? E os cidadãos? Estão esquecidos à mercê das negociatas!

É preciso dar um basta nessa situação!! É preciso mudar essa história! É preciso fazer evoluir a nossa história! A política leopoldense precisa deixar de ser uma forma de enriquecimento de alguns para cumprir a sua verdadeira finalidade: promover o bem-estar de toda a população!

A política leopoldense precisa deixar de ser uma forma de enriquecimento de alguns”

Sobre Artur Niemeyer

Eu nasci em São Leopoldo, onde resido hoje. Tenho, agora, 35 anos. Com QI de 138, formei-me técnico em Mecânica de Precisão pelo SENAI/CETEMP, licenciado em História pela Unisinos, onde agora estou cursando a graduação em Direito, e pós-graduado como Especialista em Gestão Pública pela UFRGS. Publiquei 2 capítulos de livros sobre Gestão por Processos em Segurança Pública, assunto que também apresentei em seminário internacional da área. Comecei a realizar pequenos trabalhos aos 15 anos. Aos 18 anos, passei a atuar na indústria metal-mecânica. Aos 20, passei pela minha primeira experiência de administração, ao gerir uma pequena empresa de assessoria contábil. Com quase 21 anos, ingressei na Polícia Rodoviária Federal, como policial. Trabalhei nas atividades de policiamento de rua, atendimento aos cidadãos, policiamento especializado, supervisão operacional da Região Metropolitana de Porto Alegre, licitações, fiscalização de contratos, corregedoria, projetos, acompanhamento de auditorias, planejamento e controle de operações e na segurança dos Grandes Eventos realizados no Brasil até 2014. Fui membro juvenil do Movimento Escoteiro por 10 anos e, atualmente, atuo como voluntário junto ao Grupo Escoteiro Cruzeiro do Sul. Em meados de 2015, iniciei um movimento comunitário local chamado "Projeto São Leopoldo Melhor", que atua apoiando causas e demandas da sociedade leopoldense, em prol de seu aprimoramento. Em 7 de setembro de 2015, ingressei na política, filiando-me ao PDT, por acreditar na democracia, na legalidade e na emancipação do povo pela educação e pelo trabalho. Em 15 de novembro, lancei minha pré-candidatura a vereador, defendendo uma política limpa, transparente, honrada e de conteúdo, pautada por projetos claros e viáveis. Atingi a suplência com 911 votos, apesar do pouco investimento financeiro, provando ser possível fazer política sem uso ou respaldo do poder econômico. Veja mais em: .

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