Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/11/dois-homens-sao-mortos-e-crianca-e-baleada-em-frente-escola-no-rs.html

A Municipalidade e a Segurança Pública

Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/11/dois-homens-sao-mortos-e-crianca-e-baleada-em-frente-escola-no-rs.html
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Nas últimas semanas, São Leopoldo foi chocada por diversas notícias de homicídios e latrocínios. O número de mortes já passa de 100 e não há sinais de que essa violência irá arrefecer. Nesse momento, cabe-nos questionar porque a situação chegou nesse ponto e o que se deve fazer para mudá-la.

A violência é um fenômeno social complexo, com múltiplas causas e fatores contribuintes, muitos dos quais precisam ser trabalhados nos níveis nacional e estadual. Todavia, isso não pode servir de pretexto para que o município se coloque à parte dessa questão, pois há muito a ser feito nesse âmbito.

Em primeiro lugar, São Leopoldo precisa ter um Plano Municipal de Segurança Pública que defina, de forma clara e técnica, ações e metas de redução da violência, de modo a que os gestores municipais tenham um instrumento norteador de seu trabalho e a partir do qual a população possa cobrá-los.

Esse Plano deve contemplar métodos de resposta aos crimes, mas deve, primordialmente, adotar estratégias de prevenção à violência. E, nesse escopo, a Guarda Municipal tem um enorme potencial. Porém, para desenvolvê-lo, essa Instituição precisa ser valorizada, ter o seu efetivo aumentado, ser melhor equipada e treinada e receber os seus salários em dia. Também precisa ter o seu modo de atuação modificado, intensificando a sua interiorização nos bairros e adotando premissas de policiamento comunitário.

“São Leopoldo precisa ter um Plano Municipal de Segurança Pública”

Outra estratégia de ação imprescindível para a redução da violência é o aprofundamento da articulação entre as instituições policiais e entre os órgãos municipais que podem contribuir para a construção de uma cidade mais segura, como educação, saúde, esporte e obras. Não basta reprimir o crime depois que ele acontece, é preciso evitar que ele ocorra e, para isso, atividades esportivas e culturais nos contra-turnos das escolas, oficinas profissionalizantes e fomento a cooperativas para geração de renda, políticas de prevenção e de tratamento à drogadição e manutenção de espaços e equipamentos públicos, como praças e iluminação das ruas são ações que, comprovadamente em diversas partes do mundo, contribuem de modo decisivo para a redução da criminalidade. Além disso, o esforço policial de coerção aos pequenos delitos tem funcionado, em muitos lugares, como meio de aumento da sensação social de segurança e de evitamento do agravamento da criminalidade.

Por fim, é preciso estudar a violência, identificando locais, horários, circunstâncias e meios de ocorrências, a fim de qualificar as ações de enfrentamento e prevenção, alocando-se os recursos estatais de modo mais eficiente e eficaz.

Em suma, a municipalidade precisa refletir, com base técnica e científica, sobre segurança pública e assumir o protagonismo na sua promoção, evitando que os números da violência, e as vidas por trás desses números, continuem a se degradar.

“…a municipalidade precisa […] assumir o protagonismo…”

Sobre Artur Niemeyer

Eu nasci em São Leopoldo, onde resido hoje. Tenho, agora, 35 anos. Com QI de 138, formei-me técnico em Mecânica de Precisão pelo SENAI/CETEMP, licenciado em História pela Unisinos, onde agora estou cursando a graduação em Direito, e pós-graduado como Especialista em Gestão Pública pela UFRGS. Publiquei 2 capítulos de livros sobre Gestão por Processos em Segurança Pública, assunto que também apresentei em seminário internacional da área. Comecei a realizar pequenos trabalhos aos 15 anos. Aos 18 anos, passei a atuar na indústria metal-mecânica. Aos 20, passei pela minha primeira experiência de administração, ao gerir uma pequena empresa de assessoria contábil. Com quase 21 anos, ingressei na Polícia Rodoviária Federal, como policial. Trabalhei nas atividades de policiamento de rua, atendimento aos cidadãos, policiamento especializado, supervisão operacional da Região Metropolitana de Porto Alegre, licitações, fiscalização de contratos, corregedoria, projetos, acompanhamento de auditorias, planejamento e controle de operações e na segurança dos Grandes Eventos realizados no Brasil até 2014. Fui membro juvenil do Movimento Escoteiro por 10 anos e, atualmente, atuo como voluntário junto ao Grupo Escoteiro Cruzeiro do Sul. Em meados de 2015, iniciei um movimento comunitário local chamado "Projeto São Leopoldo Melhor", que atua apoiando causas e demandas da sociedade leopoldense, em prol de seu aprimoramento. Em 7 de setembro de 2015, ingressei na política, filiando-me ao PDT, por acreditar na democracia, na legalidade e na emancipação do povo pela educação e pelo trabalho. Em 15 de novembro, lancei minha pré-candidatura a vereador, defendendo uma política limpa, transparente, honrada e de conteúdo, pautada por projetos claros e viáveis. Atingi a suplência com 911 votos, apesar do pouco investimento financeiro, provando ser possível fazer política sem uso ou respaldo do poder econômico. Veja mais em: .

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