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Paliativos

Ora, Brasília está tomada por CPIs, CPMIs, denúncias, caixas-2, corrupção e todas essas mazelas as quais assistimos diariamente nos noticiários. Mas, será que todo esse mar de lama é somente culpa de um partido político interessado num projeto de poder e capaz de tudo para realizá-lo, como o PT tem sido acusado? Será que, como disse o “nobre” deputado federal José Dirceu, isso é produto de uma mente doentia? Não. Essas explicações não dão conta das razões para tamanha vergonha nacional. E, qualquer que seja a quantidade de punições que essas investigações promovam, serão apenas paliativos.

Quando olhamos a história recente do nosso país, percebemos que escândalos e denúncias dessa natureza são bastante comuns, embora de gravidades e alcances diferentes. Basta, para isso, lembrarmos que apenas um presidente cumpriu seu mandato até o fim desde a redemocratização brasileira. É bem verdade de Tancredo Neves morreu, mas sobre seu vice pairaram também diversas suspeitas sombrias. Percebe-se, assim, que não estamos lidando com um fato pontual, mas com uma regra em nossa história. Mas, então, por que essa realidade fez-se regra?

“…por que essa realidade fez-se regra?”

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Alguns dirão que é pela natureza das nossas índoles políticas, mas não, é, na verdade, pela natureza da nossa índole constitucional. Enquanto não alterarmos profundamente nossa constituição e, após, nossas leis penais e processuais, continuaremos a assistir essa interminável seqüência de escândalos. Além disso, creio também que boa parte da ineficácia estatal repousa sobre a mesma origem. É preciso mais do que uma reforma política, que é importante mas não é tudo. Precisamos rediscutir a adoção do parlamentarismo, precisamos rever o pacto federativo, descentralizando o poder, as responsabilidades e as verbas no sentido de dar mais autonomia aos Estados, precisamos rever esse mundo de benefícios que os criminosos detém, precisamos criar mecanismos legais que controlem e revertam o nefasto processo de concentração de renda da sociedade brasileira e etc.

Portanto, uma nova Assembléia Constituinte é necessária, fundamental, para que corrijamos os verdadeiros cânceres que impregnam a sociedade brasileira e que impedem o verdadeiro “espetáculo do crescimento” econômico, social e humano do Brasil.

“…corrijamos os verdadeiros cânceres que impregnam a sociedade brasileira”

Sobre Artur Niemeyer

Eu nasci em São Leopoldo, onde resido hoje. Tenho, agora, 35 anos. Com QI de 138, formei-me técnico em Mecânica de Precisão pelo SENAI/CETEMP, licenciado em História pela Unisinos, onde agora estou cursando a graduação em Direito, e pós-graduado como Especialista em Gestão Pública pela UFRGS. Publiquei 2 capítulos de livros sobre Gestão por Processos em Segurança Pública, assunto que também apresentei em seminário internacional da área. Comecei a realizar pequenos trabalhos aos 15 anos. Aos 18 anos, passei a atuar na indústria metal-mecânica. Aos 20, passei pela minha primeira experiência de administração, ao gerir uma pequena empresa de assessoria contábil. Com quase 21 anos, ingressei na Polícia Rodoviária Federal, como policial. Trabalhei nas atividades de policiamento de rua, atendimento aos cidadãos, policiamento especializado, supervisão operacional da Região Metropolitana de Porto Alegre, licitações, fiscalização de contratos, corregedoria, projetos, acompanhamento de auditorias, planejamento e controle de operações e na segurança dos Grandes Eventos realizados no Brasil até 2014. Fui membro juvenil do Movimento Escoteiro por 10 anos e, atualmente, atuo como voluntário junto ao Grupo Escoteiro Cruzeiro do Sul. Em meados de 2015, iniciei um movimento comunitário local chamado "Projeto São Leopoldo Melhor", que atua apoiando causas e demandas da sociedade leopoldense, em prol de seu aprimoramento. Em 7 de setembro de 2015, ingressei na política, filiando-me ao PDT, por acreditar na democracia, na legalidade e na emancipação do povo pela educação e pelo trabalho. Em 15 de novembro, lancei minha pré-candidatura a vereador, defendendo uma política limpa, transparente, honrada e de conteúdo, pautada por projetos claros e viáveis. Atingi a suplência com 911 votos, apesar do pouco investimento financeiro, provando ser possível fazer política sem uso ou respaldo do poder econômico. Veja mais em: .

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