Fonte: http://encontrocomapalavra.com/plano-de-batalha-em-jerico/

Segurança: A Causa da Sociedade

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Há cerca de 10.000-11.000 anos, no Oriente Médio, surgiram as primeiras cidades (Jericó, a primeira cidade murada que se tem notícia, data de cerca de 8.350 a. C.) e, em sua esteira, as primeiras sociedades complexas com estrutura social e política diversificada. Grupos humanos que antes viviam com maior liberdade e autonomia reuniram-se num espaço físico específico e colocaram-se sob um poder institucionalizado. Por quê? Por que trocaram a autonomia pela submissão?

No final do Império Romano do Ocidente, quando hordas de bárbaros vinham do leste atacar as cidades e terras romanas, incontáveis habitantes das cidades e pequenos proprietários rurais entregaram tudo o que tinham a grandes latifundiários em troca de proteção, surgindo, assim, o “colonato”, que daria origem à servidão medieval. Por quê? Por que trocaram a autonomia pela submissão?

Em ambos os casos, e também em outros tantos na história (Egito, Incas, Estado Moderno Europeu, China e sua Muralha, etc.), a resposta é sempre a mesma: SEGURANÇA!

“…nada adiantará ter pessoas instruídas, cultas, saudáveis, empregadas, com bom nível de renda, se jazerem esfaqueadas numa rua qualquer da cidade…”

O ser humano se agrupou em sociedades cada vez mais complexas para ter segurança: segurança alimentar, através de plantações, diques, drenagens e aterramentos coletivos; segurança de saúde, ao conviver com pessoas que mutuamente cuidavam umas das outras; e, principalmente, segurança pessoal contra a morte e o sofrimento decorrentes de ataques de outras pessoas e/ou outros grupos humanos. Hobbes e Rousseau, embora com vieses diferentes, escreveram sobre isso. E os estudos antropológicos e arqueológicos da pré-história confirmam isso.

Educação e saúde públicas são, indiscutivelmente, as bases para o desenvolvimento da sociedade. Porém, são fenômenos sociais eminentemente modernos. Já a segurança está na origem da sociedade; é a causadora da sociedade!

E essa premissa de importância continua verdadeira, pois, sem segurança, não é possível trabalhar, estudar, ter lazer e nem tampouco resolver ter assistência médica. Por isso, é fundamental, como sempre foi, que os governos, de qualquer regime, formato ou ideologia, priorizem, com veemência, a segurança! Sem ela, qualquer outra conquista social será inócua, pois de nada adiantará ter pessoas instruídas, cultas, saudáveis, empregadas, com bom nível de renda, se jazerem esfaqueadas numa rua qualquer da cidade…

“…a segurança está na origem da sociedade; é a causadora da sociedade!”

 

Sobre Artur Niemeyer

Eu nasci em São Leopoldo, onde resido hoje. Tenho, agora, 35 anos. Com QI de 138, formei-me técnico em Mecânica de Precisão pelo SENAI/CETEMP, licenciado em História pela Unisinos, onde agora estou cursando a graduação em Direito, e pós-graduado como Especialista em Gestão Pública pela UFRGS. Publiquei 2 capítulos de livros sobre Gestão por Processos em Segurança Pública, assunto que também apresentei em seminário internacional da área. Comecei a realizar pequenos trabalhos aos 15 anos. Aos 18 anos, passei a atuar na indústria metal-mecânica. Aos 20, passei pela minha primeira experiência de administração, ao gerir uma pequena empresa de assessoria contábil. Com quase 21 anos, ingressei na Polícia Rodoviária Federal, como policial. Trabalhei nas atividades de policiamento de rua, atendimento aos cidadãos, policiamento especializado, supervisão operacional da Região Metropolitana de Porto Alegre, licitações, fiscalização de contratos, corregedoria, projetos, acompanhamento de auditorias, planejamento e controle de operações e na segurança dos Grandes Eventos realizados no Brasil até 2014. Fui membro juvenil do Movimento Escoteiro por 10 anos e, atualmente, atuo como voluntário junto ao Grupo Escoteiro Cruzeiro do Sul. Em meados de 2015, iniciei um movimento comunitário local chamado "Projeto São Leopoldo Melhor", que atua apoiando causas e demandas da sociedade leopoldense, em prol de seu aprimoramento. Em 7 de setembro de 2015, ingressei na política, filiando-me ao PDT, por acreditar na democracia, na legalidade e na emancipação do povo pela educação e pelo trabalho. Em 15 de novembro, lancei minha pré-candidatura a vereador, defendendo uma política limpa, transparente, honrada e de conteúdo, pautada por projetos claros e viáveis. Atingi a suplência com 911 votos, apesar do pouco investimento financeiro, provando ser possível fazer política sem uso ou respaldo do poder econômico. Veja mais em: .

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Um comentário

  1. É bom ouvir quem sabe das coisas. Essa informação histórica é interessante para a compreensão do porque dessa desesperada busca pela Babel ideal…. Mas efetivamente a falta de segurança atual está criando uma sociedade triste, angustiada e adoecendo a todos nós… e aí entramos em outro problema atual…. a questão da saúde pública. Obrigado pela reflexão.

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