Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/

Segurança Pública e Inclusão Social Verdadeira

27,38% da população adulta de São Leopoldo não têm ensino fundamental completo e nem emprego formal. Será que isso afeta a nossa vida?

Perguntei isso há alguns dias na enquete do meu blog e 82% dos participantes responderam que sim. De fato, a situação dessa parcela da nossa população produz consequências que extrapolam a vida privada dessas pessoas, impactando em todo o funcionamento da nossa sociedade.

Pessoas sem emprego e sem instrução têm imensa dificuldade de subsistirem e, mais ainda, de se inserirem na vida social: atuam em sub-empregos, têm dificuldade de cobrarem seus direitos, estão mais sujeitos a serem enganados, etc. Isso gera um sentimento de não pertencimento à sociedade, de efetiva exclusão. Isso produz um descompromisso com essa mesma sociedade: se não sou parte dela, porque devo viver por ela?

“27,38% da população adulta de São Leopoldo não têm ensino fundamental completo e nem emprego formal”

Aí, então, chegam as oportunidades criminosas. E a pergunta que fica é: por que esse indivíduo que não consegue manter sua família com dignidade e que não se sente parte da sociedade vai dizer não às oportunidades criminosas (que podem lhe trazer renda e status no seu meio)?

Sim, esse tema é muito complexo, pois envolve economia, sociologia, psicologia, antropologia e etc. Contudo, dados da SUSEPE mostram que quase 90% da população carcerária do Rio Grande do Sul possui ensino fundamental incompleto. Ou seja, para muito além das diversas teorias abstratas, temos uma realidade concreta: uma vasta população sem instrução e sem emprego que está indo para dentro dos presídios. Aliás, presídios que já não comportam a população criminosa da nossa sociedade.

Minha experiência como policial me indica que apenas a existência de 1 das 2 perspectivas seguintes pode afastar um indivíduo da criminalidade: perspectiva de punição; ou perspectiva de inserção social. Se, ao cometer um crime, houvesse mais probabilidade do indivíduo ser punido do que de não o ser, isso afastaria as pessoas do crime pelo medo. Se, ao viver em dificuldades, um indivíduo tivesse a perspectiva de superar essas dificuldades num tempo razoável, isso o motivaria a seguir pelo caminho da dignidade.

Entretanto, nossa sociedade tem tirado essas duas perspectivas desse grupo social tão vulnerável à sedução do crime…

“quase 90% da população carcerária do Rio Grande do Sul possui ensino fundamental incompleto”

O que podemos fazer? Fomentar, de forma realista, essas duas perspectivas!

Por um lado, aprimorar todo o sistema policial e judiciário, para que a repressão penal sirva como efetivo instrumento pedagógico.

Fonte: http://radioglobo.globo.com/
Fonte: http://radioglobo.globo.com/

E, por outro lado, fomentar a verdadeira inclusão social, que vai muito além do que praticar assistencialismo que gera dependência (sem desconsiderar a necessidade assistencial em situações de emergência): inclusão social verdadeira diz respeito a prover educação, serviços sociais básicos e acesso à renda gerada pelo trabalho!

Se a nossa população for educada com, no mínimo, o ensino médio, além de ter acesso a cursos técnicos e profissionalizantes e se os nossos governos implementarem políticas sérias de geração de renda através de fomento a empregos formais, a micro-empresas, a cooperativas e ao micro-empreendedorismo individual, certamente nossas ruas se tornarão muito mais seguras!

 

Veja mais em: https://youtu.be/10ylGt2a-us

Sobre Artur Niemeyer

Eu nasci em São Leopoldo, onde resido hoje. Tenho, agora, 35 anos. Com QI de 138, formei-me técnico em Mecânica de Precisão pelo SENAI/CETEMP, licenciado em História pela Unisinos, onde agora estou cursando a graduação em Direito, e pós-graduado como Especialista em Gestão Pública pela UFRGS. Publiquei 2 capítulos de livros sobre Gestão por Processos em Segurança Pública, assunto que também apresentei em seminário internacional da área. Comecei a realizar pequenos trabalhos aos 15 anos. Aos 18 anos, passei a atuar na indústria metal-mecânica. Aos 20, passei pela minha primeira experiência de administração, ao gerir uma pequena empresa de assessoria contábil. Com quase 21 anos, ingressei na Polícia Rodoviária Federal, como policial. Trabalhei nas atividades de policiamento de rua, atendimento aos cidadãos, policiamento especializado, supervisão operacional da Região Metropolitana de Porto Alegre, licitações, fiscalização de contratos, corregedoria, projetos, acompanhamento de auditorias, planejamento e controle de operações e na segurança dos Grandes Eventos realizados no Brasil até 2014. Fui membro juvenil do Movimento Escoteiro por 10 anos e, atualmente, atuo como voluntário junto ao Grupo Escoteiro Cruzeiro do Sul. Em meados de 2015, iniciei um movimento comunitário local chamado "Projeto São Leopoldo Melhor", que atua apoiando causas e demandas da sociedade leopoldense, em prol de seu aprimoramento. Em 7 de setembro de 2015, ingressei na política, filiando-me ao PDT, por acreditar na democracia, na legalidade e na emancipação do povo pela educação e pelo trabalho. Em 15 de novembro, lancei minha pré-candidatura a vereador, defendendo uma política limpa, transparente, honrada e de conteúdo, pautada por projetos claros e viáveis. Atingi a suplência com 911 votos, apesar do pouco investimento financeiro, provando ser possível fazer política sem uso ou respaldo do poder econômico. Veja mais em: .

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